Com projeto expográfico que simula um apartamento, assinado Lucas Jimeno Dualde, coletiva reúne trabalhos de Allan Weber, Carolina Cordeiro, Miguel dos Santos, Francis Alÿs, Lygia Pape, Rubem Valentim, Waltercio Caldas, Alfredo Volpi e Mira Schendel

Rubem Valentim, Composição 1, 1959. Crédito: Ding Musa
A Galatea apresenta um projeto inédito na 21ª SP-Arte que acontece entre os dias 2 e 6 de abril, no Pavilhão da Bienal
Com expografia idealizada pelo arquiteto Lucas Jimeno Dualde, o estande da galeria simulará um apartamento em que será explorado a relação entre arte, design e arquitetura, propondo uma conexão entre as obras expostas e os mobiliários assinados. Em um conjunto que reflete o seu programa, a galeria reunirá pinturas e esculturas de artistas por ela representados como Allan Weber, Carolina Cordeiro, Miguel dos Santos, além de nomes fundamentais da cena moderna e contemporânea como Francis Alÿs, Lygia Pape, Rubem Valentim, Waltercio Caldas, Alfredo Volpi e Mira Schendel.

Lygia Pape 1927-2004 Água VII , 2001 Crédito_ @Ding Musa
Lygia Pape 1927-2004
Água VII , 2001
Poliuretano, vidro e água [Polyurethane, glass, and water]
34.5 x 25 cm [13 5/8 x 9 7/8 in]
(LYP-0053

Dani Cavalier 1993 Crédito_ @Ding Musa
Dani Cavalier 1993
A anunciação, 2025
Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi [Solid painting of lycra stretched over a chassis
O espaço expositivo, concebido para ser mais do que um simples suporte para as obras, permite um olhar atento sobre sua materialidade e a relação com o ambiente doméstico. Texturas, cores e formas dialogam com elementos do design, integrando a arte de maneira orgânica ao cenário idealizado por Dualde.

Ione Saldanha 1919-2001 Crédito_ @Ding Musa
Ione Saldanha 1919-2001
Empilhado, década de 80 [’80s]
Assinada e datada no inferior base [Signed and dated on the lower base]
Têmpera sobre madeira [tempera on wood]
A obra Cat nº 9, da série The Sign Painting Project (1997), de Francis Alÿs, artista belga radicado no México, incorpora ao cotidiano reflexões sobre autoria e valor da arte. Alÿs questiona a noção tradicional de originalidade ao resgatar a estética e a prática dos pintores de letreiros—um ofício em declínio na era digital. Já A cena do crime, de Waltercio Caldas, apresenta-se como uma escultura composta por tecido, metal e acrílico, criando um ambiente doméstico que explora o espaço negativo como elemento narrativo, trazendo diversas possibilidades de significados.

Francis-Alys-1959-Cat-no9-da-serie-from-the-series-The-Sign-Painting-Project-1997 Crédito_ @Ding Musa
Francis Alys 1959
Cat nº9 da série [from the series] The Sign Painting Project, 1997
Assinada “F. Alys e Juan Garcia” e datada no verso [Signed “F. Alys e Juan Garcia” and dated on the reverse]
Esmalte sobre metal e óleo sobre tela [Enamel on metal and oil on canvas]
Em consonância, um conjunto de 11 obras de Rubem Valentim se introduz harmoniosamente com a proposta do ambiente. Dentre os destaques está a tela Composição 1 (1959), que integrou o pavilhão brasileiro na 31ª Bienal de Veneza, em 1962. A seleção resgata o trabalho do artista baiano que combina na estética de suas obras os elementos do modernismo, da abstração geométrica e das culturas e religiões afro-brasileiras. Em sua trajetória, Valentim trabalhou uma potente linguagem visual cujo alfabeto é constituído de círculos, triângulos, trapézios, retângulos, símbolos e cores do panteão dos orixás.
Ao explorar a relação entre o espaço expositivo, as obras e os mobiliários na coletiva para a 21ª SP-Arte, a Galatea tem como proposta ampliar formas de interações do público em uma experiência estética que busca aproximar os trabalhos do cotidiano.
Sobre a Galatea
Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.
A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.
Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.
21ª SP-Arte
Período expositivo:
02 de abril – convidados
03 e 04 de abril – 12h às 20h
05 de abril – 11h às 20h
06 de abril – 11h às 19h
Local: Pavilhão da Bienal – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Ibirapuera, São Paulo – SP, 04094-000
Ingressos: de R$ 50 a R$ 100