Meu amigo …..
Outro dia meu amigo arquiteto estava lá, tentando explicar para um cliente como ficaria aquela sala de estar que ele tanto sonhava. Sabe como é, né? Aquela ginástica mental para fazer alguém visualizar algo que só existe na cabeça do profissional. Aí ele lembrou:
“Peraí, tenho minha parceira IA agora”.
Imagens : ShutterStock
Midjourney….
Em questão de minutos, digitou uma descrição no Midjourney e – boom – lá estava uma imagem realista do projeto. O queixo do cliente caiu e o meu também.
A rotina dele mudou completamente nos últimos meses. Antes, a primeira hora do dia era dedicada a desenhos preliminares que consumiam um tempão. Hoje? Ele toma café enquanto conversa com seu assistente de IA descrevendo ideias e vendo-as ganhar forma na tela.
DALL-E e Stable Diffusion…..
Ferramentas como DALL-E e Stable Diffusion viraram quase colegas de escritório dele – daqueles eficientes que entregam o trabalho rapidinho. O legal é que isso não tira o prazer criativo, muito pelo contrário. Ele diz que é como ter um super lápis que desenha na velocidade do pensamento.

Imagens : ShutterStock
Semana passada ele precisou apresentar três opções de fachada para um cliente indeciso, algo que levaria dias. Com a IA? Poucas horas e vários cafés depois, missão cumprida.
ARCHIEGPT…….
Ele me confessou que ficou boquiaberto quando experimentou o ARCHIEGPT pela primeira vez. Fotografou a própria sala, pediu para transformá-la em estilo escandinavo, e quase não reconheceu o resultado – no bom sentido.
Os colegas mais ‘tradicionais’ dele ficam coçando a cabeça tentando entender como ele consegue entregar tanto em tão pouco tempo. Mas não é só na parte bonitinha que a IA tem ajudado meu amigo. Outro dia ele estava quebrando a cabeça com a distribuição de um espaço comercial. Jogou o problema no Finch, e o programa não só apontou ineficiências na circulação como sugeriu alternativas que ele nem tinha considerado. Foi como ter um consultor experiente olhando por cima do ombro.

Imagens : ShutterStock
Na última obra que gerenciou, usou IA para prever gargalos no cronograma. O sistema identificou um problema potencial com a entrega de materiais duas semanas antes que virasse uma dor de cabeça real. Economizou tempo, dinheiro e uns bons fios de cabelo que normalmente arrancaria de estresse.
No começo ele ficou com aquele friozinho na barriga:
“Será que essa tecnologia vai tomar meu lugar?”
Hoje vê que é justamente o contrário. A IA está libertando-o das tarefas mais chatas e repetitivas, deixando mais espaço para o que realmente importa: a criatividade e o contato humano.
AutoCAD….
É como quando o AutoCAD substituiu a prancheta – ninguém chorou de saudade por não precisar mais usar aquela régua T, não é mesmo? A diferença é que agora estamos dando um salto ainda maior.
Meu amigo diz que a IA não é concorrente, é uma parceira silenciosa que trabalha nos bastidores enquanto ele pode focar no que faz de melhor. Ele não esconde que a curva de aprendizado é real. Passou algumas noites em claro aprendendo prompts – aqueles comandos de texto que fazem a mágica acontecer – e entendendo as peculiaridades de cada ferramenta. Teve dia que a IA entendeu tudo errado e gerou uma sala digna de um filme de terror. Mas ele garante que cada pequena vitória compensa.
No fim das contas, meu amigo arquiteto tem certeza: a IA nunca vai substituir o profissional de arquitetura e design. Ela pode gerar imagens impressionantes, mas não compreende o contexto cultural de um bairro, não sente a emoção de uma família ao entrar em sua nova casa, nem consegue trazer aquele toque pessoal que só um ser humano consegue. “A tecnologia é só uma ferramenta nas minhas mãos, como o lápis já foi um dia”, ele sempre diz. A criatividade, a empatia e a visão humana continuam sendo insubstituíveis. Os algoritmos podem criar variações infinitas, mas a decisão final, aquela que realmente importa, continua sendo do profissional. É como ele brinca: “A IA ajuda a desenhar o prédio, mas sou eu quem decide onde e como as pessoas vão viver, trabalhar e sonhar dentro dele”. E isso, com certeza, algoritmo nenhum consegue fazer.

Almir Soares