Paisagismo transforma espaços e experiências na CASACOR Minas 2026

por Viva Home
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Paisagismo transforma espaços e experiências na CASACOR Minas 2026

Na CASACOR Minas 2026, o paisagismo ultrapassa a função de emoldurar os espaços, integrando a experiência arquitetônica. Nos projetos de Kat Rodrigues, Flávia D’Urso e Nãna Guimarães, a vegetação organiza percursos, modifica atmosferas e aproxima arquitetura, natureza e vida.

Na CASACOR Minas 2026, a fronteira entre arquitetura e paisagem se torna menos evidente. Os jardins que atravessam a mostra revelam um paisagismo que não chega para preencher vazios ou acrescentar o verde aos volumes construtivos. Ele participa da construção dos espaços, interfere nas escalas, desenha percursos, produz sombra, filtra a luzes, modifica temperaturas, favorece a criação de ecossistemas e cria espaços de permanência.

É uma relação que ganha ainda mais significado em uma edição realizada em um edifício histórico e orientada pelo tema “Mente e Coração”. Se a arquitetura estabelece volumes, limites e materialidades, o paisagismo introduz uma dimensão viva e mutável nessa equação, possibilitando que os projetos ganhem vida. Plantas crescem, florações desaparecem e retornam, folhas respondem ao vento, aromas se espalham e a luz transforma continuamente a percepção dos ambientes.

Os trabalhos das paisagistas Kat Rodrigues, Flávia D’Urso e Nãna Guimarães traduzem essa relação por caminhos distintos. Entre permanência, passagem do tempo, introspecção e encontro, seus projetos mostram que incorporar a natureza à arquitetura significa também pensar em como queremos habitar os espaços.

Nos ambientes internos da CASACOR Minas 2026, o paisagismo também assume um papel importante na construção das atmosferas e na relação entre arquitetura e bem-estar. Incorporada aos espaços de diferentes maneiras, a vegetação cria pontos de respiro, suavizando materiais e volumes e estabelece novas relações com a luz, as texturas e o mobiliário. Jardins internos, vasos e composições vegetais conectam a vida cotidiana com a natureza, minimizando as fronteiras entre o interno e o externo. Um dos bons exemplos desta conexão é o projeto Living e Jardim de Inverno, assinado pela arquiteta Myrna Porcaro.

Arquitetura para permanecer

Cynthia Silva e Kat Rosa - Raízes da Terra
Foto: Henrique Queiroga · Cynthia Silva e Kat Rosa – Raízes da Terra
Cynthia Silva e Kat Rosa - Raízes da Terra (2)
Foto: Henrique Queiroga · Cynthia Silva e Kat Rosa – Raízes da Terra

No Raízes da Terra, projeto da arquiteta Cynthia Silva e da paisagista Kat Rodrigues em integração com o deck e o pergolado da Madeiraria, a paisagem funciona como elemento de encontro e mediação. De um lado, a precisão construtiva e a solidez da madeira; do outro, a organicidade e a transformação permanente e aconchegante da extensa vegetação. O jardim nasce como resposta a um cotidiano pautado pela velocidade e pelo excesso de estímulos, oferecendo um ambiente projetado para desacelerar.

O imperfeito intencional

Jardim entretempos - Flávia D'Urso
Foto: Mariana Araújo · Jardim entretempos – Flávia D’Urso
Jardim entretempos - Flávia D'Urso (4)
Foto: Mariana Araújo · Jardim entretempos – Flávia D’Urso

No Jardim Entretempos, Flávia D’Urso acrescenta outra dimensão à relação entre arquitetura e paisagem: o tempo. O projeto parte da compreensão de que um jardim é um ser vivo e nunca está definitivamente pronto. Ao contrário da matéria construída, que tende a preservar a forma concebida pelo arquiteto, a matéria vegetal cresce, envelhece e se transforma. No projeto da paisagista, essa condição não é tratada como algo a ser controlado, mas como parte essencial do desenho. Desta forma, a paisagem é desenhada para aceitar a transformação.

Daí surge o conceito do “imperfeito intencional”. Existe precisão nas escolhas, mas não a intenção de criar uma natureza rígida. A ideia é que o visitante tenha a sensação de estar descobrindo um jardim que cresceu naturalmente.

A arquitetura do jardim foi planejada para ir se revelando a partir do movimento do visitante. Um percurso sinuoso de lajões e seixos conduz o visitante sem entregar o espaço de uma única vez. Há momentos em que a vegetação se adensa, reduz perspectivas e produz sensação de envolvimento; em outros, abre-se para acomodar áreas de permanência, mobiliário, vasos e elementos escultóricos.

A lógica se prolonga na composição vegetal. Árvores, arbustos, herbáceas, forrações, aromáticas, frutíferas e espécies floríferas formam uma comunidade diversa e harmônica.

Espaços de bem-estar

A lógica se prolonga na composição vegetal. Árvores, arbustos, herbáceas, forrações, aromáticas, frutíferas e espécies floríferas formam uma comunidade diversa e harmônica.

Jardim Bem Estar Cabana Wellness - Nãna Guimarães
Foto: Gustavo Xavier · Jardim Bem Estar Cabana Wellness – Nãna Guimarães
Jardim Bem Estar Cabana Wellness - Nãna Guimarães (6)
Foto: Gustavo Xavier · Jardim Bem Estar Cabana Wellness – Nãna Guimarães

Espaços de bem-estar

Essa capacidade de alterar a percepção dos ambientes também orienta o trabalho de Nãna Guimarães, que participa da CASACOR Minas desde 2013 e apresenta três propostas nesta edição: o Jardim Bem-Estar, o Jardim Cores de Agnes e o Jardim do Rivo Bar.

São espaços construídos a partir de movimentos aparentemente opostos. O primeiro convida à introspecção; e os demais, à convivência. “O Jardim Bem-Estar é um refúgio, quase um abraço biofílico, pensado para desacelerar. É introspecção, silêncio, é para dentro. Já o Jardim Cores de Agnes é alegria, encontro, é para fora”, explica Nãna. “Eles parecem opostos, mas o diálogo entre eles é o afeto. Enquanto um cuida da gente no silêncio, os outros dois aparecem em espaços festivos, celebrando o encontro.”

Jardim Bem Estar Cabana Wellness - Nãna Guimarães (7)
Foto: Gustavo Xavier · Jardim Bem Estar Cabana Wellness – Nãna Guimarães

No Jardim Bem-Estar, que envolve a Cabana Wellness, de Fabíola Constantino, a vegetação participa diretamente dessa busca pela desaceleração. Lavanda e alecrim acrescentam aroma; spatifilus contribuem para a composição de volumes; espécies mais leves respondem ao vento e introduzem movimento. Nãna sintetiza essa relação em uma frase: “A arquitetura cria a forma, mas é a planta que cria a atmosfera.”

No Jardim Bem-Estar, essa percepção chega ao próprio corpo. Nãna descreve o projeto como um espaço feito para tocar, cheirar e ouvir, onde o objetivo é fazer o visitante “deixar o ombro cair e relaxar”. Não se trata, portanto, de criar uma imagem para ser contemplada, mas uma condição para ser vivida.

A CASACOR Minas Gerais é realizada pela Multicult, e conta com o patrocínio master da Deca. Os fornecedores oficiais desta edição são: Coral Tintas, ArcelorMittal. Entre os patrocínios locais, estão: PUC Minas, Brastemp, OOH Brasil e Philco. A energia oficial é fornecida pela Click Livre. A 31ª CASACOR Minas ainda conta com os apoios do Sebrae, CAU/MG e Portinari. Fornecedores oficiais: Divinal, Detronic e Interlight.

Refúgio - L-ara Arquitetura
Foto: Jomar Bragança · Refúgio – L-ara Arquitetura
Refúgio - L-ara Arquitetura (9)
Foto: Jomar Bragança · Refúgio – L-ara Arquitetura
Varanda de Convivência - Ana Mendes
Foto: Henrique Queiroga · Varanda de Convivência – Ana Mendes
Jardim Cores de Agnes - Nãna Guimarães
Foto: Jomar Bragança · Jardim Cores de Agnes – Nãna Guimarães
Jardim de Inverno - Myrna Porcaro
Foto: Gustavo Xavier · Jardim de Inverno – Myrna Porcaro

Sobre a CASACOR Minas

A CASACOR é reconhecida como a mais completa mostra de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, designers de interiores e paisagistas e em 2026 chega à sua 31ª edição em Minas Gerais, com 17 praças nacionais (São Paulo, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Ribeirão Preto e Tocantins), e mais quatro internacionais (Miami, Bolívia, Paraguai e Peru).

SITE: www.casacor.com.br

FACEBOOK: www.facebook.com/casacorminas

INSTAGRAM: @casacorminas

Sobre a PUC Minas

Considerada uma das melhores universidades privadas do Brasil, a PUC Minas é a única instituição privada de Minas Gerais a fazer parte do ranking das melhores universidades do mundo: o Times Higher Education 2025. Com 67 anos de história, é reconhecida pelo mercado como uma das mais inovadoras do Brasil e uma das quatro mais respeitadas pelos empregadores do país (RUF 2024). O Campus Lourdes é a Unidade Educacional mais recente da Universidade e está estruturado em diversos prédios próximos ao Circuito Praça da Liberdade, com diversos laboratórios equipados com o que há de mais moderno para atender as necessidades dos cursos ofertados, salas de monitoria, entre outros espaços de estudos e convivência. Atualmente, a PUC Minas Lourdes oferta 17 cursos de graduação, além de cursos de graduação no formato EAD, Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais e inúmeros cursos de pós-graduação oferecidos pelo IEC PUC Minas, presente na região desde 1995.

Sobre a Multicult

A Multicult é uma empresa sob a direção de Eduardo Faleiro e Juliana Grillo, especializada em ações e serviços nas áreas de Planejamento, Curadoria, Produção e Articulação para eventos, projetos e iniciativas nas áreas de Arquitetura, Cultura, Design, Gastronomia e Contemporaneidade. Entre os principais projetos desenvolvidos pela Multicult estão a CASACOR Minas, a Mostra 100% Minas e os restauros da antiga sede da Rede Ferroviária Federal e da Santa Casa BH. Além disso, a Multicult também desenvolve uma série de ações e eventos especiais ao longo do ano como palestras, exposições, mostras e publicações voltadas para a área de economia criativa.

CASACOR Minas Gerais

Quando: Até 06 de outubro de 2026

Onde: Rua da Bahia, 2020 – Lourdes – Belo Horizonte – MG

Local: PUC Minas Lourdes – Rua da Bahia, 2020 – Lourdes

Informações: www.casacor.com.br

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