Obras de diferentes gerações e linguagens ocupam o ambiente Entre Olhar & Sentir, assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra
Obra no centro de Renata Laguardia – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Obra de Prado Neto – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Obra de Antonio Kuschnir – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Obras de Fernando Leite, Thales Pomb e Álvaro Seixas – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Obras de Carlos Vergara – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Escultura de Beto Gatti – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Escultura de de José Bezerra, o Zé Bezerra – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Obras de Dudu Garcia – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
Á direita escultura de Sabrina Cuiligotti – CASACOR RJ – Pedro Coimbra – Foto: Daniela Magario
A arte ganha papel de protagonista na 35ª edição da CASACOR Rio de Janeiro. No ambiente Entre Olhar & Sentir, assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra, um living de 147m² foi transformado em uma galeria habitada, onde arquitetura, design e produção artística brasileira se encontram de forma natural.
Em celebração aos 35 anos da mostra, a seleção reúne obras de 35 artistas brasileiros, em um panorama que atravessa diferentes gerações, trajetórias, técnicas e modos de interpretar a paisagem, o corpo, a natureza e as relações humanas. Entre esse conjunto, 12 artistas ganham destaque, com obras escolhidas para estabelecer um diálogo mais próximo com a arquitetura e a atmosfera do espaço. Pinturas e esculturas se integram ao ambiente e reforçam a ideia de que a arte, mais do que elemento decorativo, pode fazer parte da experiência cotidiana da casa.
“A ideia foi criar um ambiente em que a arte não estivesse apenas nas paredes, mas participasse da experiência de quem entra. Cada obra estabelece uma conversa diferente com a arquitetura, com os materiais e com a luz do espaço. O resultado é uma casa que também funciona como uma galeria, mas sem perder o acolhimento de um living”, afirma Pedro Coimbra.
Entre os destaques está uma grande pintura a óleo sobre tela atribuída ao artista Lúcio Carvalho, de linguagem pop surrealista. A obra retrata uma figura em trajes clássicos, com a cabeça ornamentada em porcelana e elementos florais, criando um encontro entre referências tradicionais e um imaginário fantástico.
A artista plástica e psicanalista mineira Renata Laguardia também integra a seleção. Sua produção explora paisagens emocionais e psíquicas, com referências à natureza e ao universo onírico. Texturas marcantes e pinceladas expressivas aparecem em trabalhos que evocam vegetações, horizontes e formas orgânicas.
Ao lado, está “O mais profundo é a pele”, imponente escultura de Sabrina Cuiligotti. Executada em cerâmica vitrificada, ferro e concreto, a obra mede 2,05 metros de altura por 33 centímetros de largura e se impõe no espaço pela combinação entre matéria, verticalidade e presença escultórica.
Conhecido por sua atuação como artista visual e muralista, Prado Neto apresenta uma produção marcada pela arte sustentável e pelas intervenções urbanas. O artista utiliza materiais reaproveitados, como madeira de demolição, placas cimentícias, pedras e azulejos descartados, transformando diferentes suportes em obras de forte caráter poético. Suas pinturas frequentemente retratam figuras infantis em momentos de descoberta, brincadeira e conexão humana.
A seleção inclui ainda Antonio Kuschnir, jovem artista brasileiro conhecido por um universo pictórico vibrante e enigmático. No ambiente, está presente História de amor, de 2026, uma pintura a óleo sobre tela que revela sua pesquisa visual contemporânea.
Outro destaque é o trabalho de Fernando Leite, artista plástico que desenvolve uma pesquisa voltada à representação da Mata Atlântica. A obra apresentada integra a série Mira, que reúne pequenas pinturas dedicadas à observação e à interpretação da paisagem natural.
Entre os nomes contemporâneos está ainda Thales Pomb, com Ensaio para komorebi, pintura a óleo sobre tela que combina tons terrosos, formas orgânicas e referências a florestas e folhagens. Entre o real e o imaginado, o artista constrói uma paisagem que convida a uma experiência mais sensível da natureza.
Também está presente a obra de Álvaro Seixas, marcada por cores saturadas, gestos expressivos e composições de grande dinamismo. Em sua pintura, texturas se sobrepõem, pinceladas velozes se cruzam e cores puras constroem um campo de energia aparentemente caótico, mas cuidadosamente orquestrado, um equilíbrio entre espontaneidade e precisão.
A seleção contempla também trabalhos do reconhecido artista visual e pintor Carlos Vergara, cuja trajetória é marcada pela investigação de texturas, cores e diferentes processos de impressão, incluindo a monotipia. Em sua produção, pigmentos naturais e elementos orgânicos coletados em viagens de pesquisa ganham novos significados.
Entre as esculturas, destaca-se “Saudade”, do artista Beto Gatti, reconhecido por suas esculturas em bronze e pelo uso de materiais contemporâneos para abordar temas como a hiperconexão e os impactos da tecnologia nas relações humanas. Em sua produção, o artista frequentemente explora a ausência, o afeto e a necessidade de contato, sentimentos que ganham dimensão especial nesta obra, marcada pela ideia do toque que falta e da conexão física que se perdeu.
Também integra o conjunto otronco de árvore de José Bezerra, o Zé Bezerra, um dos nomes de destaque da escultura brasileira. Nascido no Vale do Catimbau, em Buíque, Pernambuco, o artista é conhecido por transformar troncos, raízes e outras formas encontradas na natureza em esculturas de forte presença e identidade, revelando, na matéria bruta da madeira, personagens e formas que parecem emergir do próprio tempo.
Fechando o conjunto de artistas, Dudu Garcia, carioca nascido em 1966, apresenta uma obra que traduz sua pesquisa desenvolvida desde o início dos anos 2000. Sua produção transita entre o abstracionismo informal e uma abordagem de forte presença textural, em diálogo com marcas, camadas e efeitos provocados pela passagem do tempo.
As obras podem ser conferidas até 8 de novembro, no Ambiente 12, localizado no 7º piso do Edifício Aliança da Bahia, na Rua Araújo Porto Alegre, 36, Centro do Rio de Janeiro, durante a programação da CASACOR Rio 2026.
Serviço Pedro Coimbra Arquitetura @pedrocoimbra_arquitetura https://www.pedrocoimbra.com/
CASACOR Rio de Janeiro (@casacorrio_oficial) 15 de setembro a 8 de novembro de 2026 Ambiente 12 no 7º Piso Edifício Aliança da Bahia Rua Araújo Porto Alegre, 36 – Centro do Rio de Janeiro.
Sobre a CASACOR A CASACOR Rio de Janeiro é uma das mais completas plataformas culturais de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e, em 2026, chega à sua 35ª edição no Rio de Janeiro, no Edifício Aliança da Bahia.



