O arquiteto Lucas Carrara realiza sua primeira participação na CASACOR SP com o ambiente ‘Tramas e Transbordos’, concebido como uma homenagem à América Latina. Conhecer o espaço é embarcar em uma viagem pela cultura, história, tradições e paisagens que revelam a riqueza e a diversidade latino-americana.
Pensado como uma ilha de conforto, o living de 35 m² convida o visitante a fazer uma pausa e apreciar uma seleção cuidadosa de obras de arte, livros, objetos decorativos, revestimentos e mobiliário. A presença da madeira, somada ao uso expressivo de tecidos e às referências à moda, ganha protagonismo no ambiente, não apenas pelo apelo estético, mas também pela conexão com a natureza e pela valorização de identidades e costumes da América Latina.


Os visitantes da CASACOR São Paulo 2026 serão convidados a embarcar em uma verdadeira viagem pela cultura, pelas tradições e pelas imagens que revelam a riqueza da América Latina. Em sua estreia no evento, o arquiteto Lucas Carrara, de São José do Rio Preto, apresenta o ambiente “Tramas e Transbordos”, uma homenagem à história e ao cotidiano latino-americano, marcados por uma diversidade capaz de encantar pessoas de todas as partes do mundo. A maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas acontece de 02 de junho a 09 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo.
Concebido como uma ilha de conforto, o living de 35 m² conta também com um banheiro de duas cabines. Na concepção do profissional, o ambiente reúne obras de arte, objetos e móveis (Casa Verde), revestimentos e tecidos marcados por inúmeros detalhes e por referências à cultura latino-americana. Mais do que um local de passagem, o projeto se apresenta como um refúgio de acolhimento e conexão com as múltiplas identidades do continente.
“A América Latina se manifesta como uma presença sensível e cotidiana. Ela não aparece como estética aplicada, mas como uma bagagem humana bastante vívida e expressa nos objetos decorativos, nos gestos e nas materialidades que carregam a memória coletiva dos nossos povos”, afirma Lucas Carrara.

Conceito: “Tramas e Transbordos” traduz o encontro entre estrutura e expressão — entre aquilo que se constrói e o que escapa. Segundo o arquiteto, as tramas representam a organização: a arquitetura, a moda, o pensamento que estrutura. “São as camadas que dão forma, vestem o espaço e constroem identidade”, afirma Lucas Carrara. Já o transbordo revela o que não se contém: a memória, o gesto, o afeto e a cultura. “É onde o valor deixa de ser imposto e passa a ser reconhecido”, completa.
Uma cadeira e uma boa prosa: O ambiente valoriza o simples por meio do deslocamento de valor, ressignificando elementos cotidianos e inserindo-os em um novo contexto. Um dos exemplos dessa abordagem está em um dos grandes símbolos das ruas latino-americanas: a tradicional cadeira dobrável de metal, associada aos encontros informais, às conversas despretensiosas e aos bons momentos da vida. No ambiente, uma peça desse tipo recebe uma releitura contemporânea com a aplicação de resina de poliéster no assento e no encosto, com trabalho executado pela By Poli.

Arte que conta histórias: Simplicidade e sofisticação se encontram de forma harmoniosa no ambiente. As duas estantes reúnem uma seleção cuidadosa de adornos, obras de arte e livros com referências à América Latina, incluindo publicações de autores de diversos países, como Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa Isabel Allende e Jorge Amado, assim como homenagens a personalidades como Ayrton Senna e Sebastião Salgado por meio de livros de fotografia.
Garimpado por Lucas com atenção aos detalhes, o conjunto revela camadas de memória e afeto. Cada elemento parece contar uma história e traduzir um fragmento da riqueza cultural do continente. Entre as raridades, também aparecem vasos e cabaças indígenas antigas, que reforçam o diálogo com a ancestralidade e o fazer manual.

“Na estante, frutos naturais de cacau aparecem entre os elementos decorativos como um símbolo forte, que vai além da imagem tropical associada ao fruto. Sua presença evoca uma história profunda, ligada à Amazônia, aos saberes ancestrais, à alimentação, aos rituais e às trocas culturais entre povos originários”, ressalta Lucas Carrara. “Por sua vez, a bananeira, tão presente no imaginário e no cotidiano brasileiro, também ganha destaque na obra assinada.



